As hortas orgânicas e os movimentos comunitários da cidade

Durante o desenvolvimento da coleção de Inverno 2019 da TexPrima, muitos insights nos vieram sobre a ligação entre a moda e a natureza e como ela vem influenciando o comportamento de consumo e tendências de moda. Foi por esse caminho que iniciamos as pesquisas do terceiro voo do Primavista.

Logo na primeira reunião, ativamos contato com a Popó, fotógrafa amiga, superengajada nos movimentos de agricultura urbana. Foi assim, tomando café e contando histórias, que elas nos apresentou os coletivos União de Hortas Comunitárias de São Paulo e Associação de Agricultores da Zona Leste.

“Pronto, é pra lá que nós vamos!” 

Traçamos, então, um novo roteiro de investigação para o Primavista, que você pode acompanhar em 3 episódios:

Episódio 1
Hortas orgânicas e os movimentos comunitários da cidade. (estamos aqui)

Episódio 2
Como o movimento orgânico influencia os novos criadores.

Episódio 3
Cocriando organicamente um produto de moda.

De horta em horta

A proposta de apropriar-se de um espaço e conectar a vizinhança faz com que uma enorme rede de saberes se mantenha viva e o estímulo por uma alimentação orgânica e o consumo consciente cresçam cada vez mais. São pessoas de todas as idades, diversas formações e classes sociais unidas pelo mesmo propósito: ocupar o espaço público, atuando de forma coletiva para trazer olhos da cidade de volta para a agricultura, o manejo da terra sustentável e as relações comunitárias.

Atualmente, a União de Hortas Comunitárias conta com 14 hortas em sua lista, todas cultivadas com base nos princípios agroecológicos e permaculturais, sem a utilização de insumos químicos ou venenos. O cultivo é realizado de maneira colaborativa, coletiva e inclusiva e a colheita é compartilhada entre voluntários e comunidade. Nesses espaços também são realizados projetos de educação ambiental. É esse conjunto de características que diferencia as hortas comunitárias das demais, e cria um movimento amigável entre os moradores de cada região.

Sábado de mutirão na Horta da Mooca

Claudia Visoni

Cláudia Visoni é jornalista e agricultora urbana

André Ruopollo é gestor ambiental e agricultor urbano

Mariana Marchesi é publicitária e agricultora urbana

No linhão da ZL

Seguindo rumo à Zona Leste da cidade, chegamos em São Mateus. Lá, visitamos duas importantes hortas comerciais, localizadas nos “linhões” da Eletropaulo.

Foi assim que conhecemos Telma, Sebastiana e Terezinha, mulheres responsáveis por abastecer a região com produtos orgânicos e muita simpatia. Donas de histórias distintas, elas transformaram seus conhecimentos e paixão pelo cultivo da terra em negócio.

Por lá, moradores dos bairros próximos chegam sabendo o que querem e, às vezes, só de ver o cliente, as proprietárias já sabem o pedido. Visitantes, como nós, acabam levando um pouquinho de tudo com a certeza de que irão voltar. E podemos afirmar: chegar em casa e saborear uma rúcula colhida na hora é um verdadeiro privilégio.

Inclua no seu roteiro.

Comerciais ou comunitárias, com certeza existe uma horta na sua região. Aqui pertinho da TexPrima, na Casa Verde, acabamos conhecendo a “É Hora da Horta”. Viramos fãs e clientes!

@UniaodeHortasSP

Horta das Corujas:
Av. das Corujas, 39 – Sumarezinho, São Paulo.

Horta do CCSP:
Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo.

Horta das Flores:
Av. Alcântara Machado, 2200 – Parque da Mooca, São Paulo.

Horta da USP:
Av. Dr. Arnaldo, 455 – Cerqueira César, São Paulo.

@agricultoreszonaleste

Telma & Sebasiana:
R. Prof. José Décio Machado Gaia, 50, São Mateus.

Horta da Terezinha:
Rua Serafim Dias Machado, 88, São Mateus.

@ehoradahorta

É Hora da Horta:
Rua Frederico Penteado Jr, 308, Casa Verde.

Quer acessar o material completo do Voo 3?

Nele você vai encontrar nossa pesquisa completa,
com cartela de cores e catálogo de estampas.

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