Julho sem plástico

Julho sem plástico e como essa campanha ajuda a ressignificar a produção e o uso desse material pelo mundo.

O plástico é um material de fácil manipulação e baixo custo que se popularizou na década de 90 quando passou a ser utilizado massivamente como embalagem de alimentos substituindo, inclusive, as retornáveis.  Originado a partir de resinas derivadas do petróleo, se tornou peça-chave na indústria e nas casas do Brasil e do mundo.

Porém, segundo a ONU – Organização das Nações Unidas – o maior desafio do século XXI é justamente ele, o plástico. A organização afirma que:

  • De todo o plástico produzido em seus 150 anos de história, 40% foi utilizado apenas uma única vez;
  • Por ano, são despejados nos mares e oceanos, até 13 milhões de toneladas de plástico;
  • Menos de 10% do plástico produzido no mundo é reciclado.

Segundo pesquisadores, a quantidade plástico existente no oceano já ultrapassa os 150 milhões de toneladas que formam verdadeiras ilhas. A maior delas, chamada de A Grande Porção de Lixo do Pacífico, pode chegar a três vezes o tamanho da França e se localiza entre a Califórnia e o Havaí. Formadas a partir das correntes marítimas que direcionam os resíduos sólidos para determinadas regiões do planeta, essas ilhas são de difícil mapeamento pois não aparecem em imagens de satélites. Se em 2019 a situação já é esta, não é difícil compreender a análise feita pela fundação Ellen McArthur que afirma que até 2050 haverá mais plástico do que peixes nos mares.

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O que fazer?

É urgente pensar em alternativas de descarte e reciclagem de todo esse material. Hoje existem três formas de se reciclar: a reciclagem mecânica, a manual e um processo mais comum, a reciclagem química, em que o plástico é reprocessado e transformado em materiais petroquímicos básicos.

Apesar das alternativas para sua reciclagem, o plástico hoje é um dos maiores poluentes dos mares e rios, colocando em risco espécies da vida marítima como tartarugas e crustáceos. O Brasil, 4 º maior produtor de plástico do mundo é, segundo relatório do WWP o que menos recicla seu lixo plástico sendo responsável por apenas 1% dessa produção.

Com a intensão de fomentar o processo de reciclagem e o pensar novas alternativas globais para esse processo que em 2011 na Austrália, o grupo Earth Carers Education organizou a campanha Plastic Free July (Julho sem plástico) com a intenção de conscientizar as pessoas sobre a poluição por meio do plástico. Hoje a campanha se expandiu por mais de 150 países e todas as semanas do mês são compartilhadas dicas e iniciativas de como reciclar e viver sem plástico.

Na indústria têxtil, uma das alternativas para a reciclagem do plástico é transformar material de garrafa PET em tecido. Nesse processo, o plástico é transformado em fibras de poliéster que recebe o nome de Flake.  Na TexPrima, nosso material é produzido a partir de resíduos têxteis industriais e roupas usadas que seriam descartadas sendo mescladas ao pet reciclado. Este processo de fiação não utiliza água pois as fibras não são tingidas, aproveitando-se a cor das peças e resíduos descartados, e retira 8 garrafas PET do meio ambiente a cada quilograma de tecido produzido.

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Nossa mais recente parceria aconteceu em junho deste ano quando lançamos uma coleção cápsula em parceria com a marca À La Garçonne dos estilistas Alexandre Herchcovitch e Fábio Souza. O nosso Moletom Recycle foi utilizado em moletons nos tamanhos adulto e infantil com a temática do desenho Trolls. Nossa preocupação com o meio ambiente nos leva a buscar alternativas mais sustentáveis e disponibilizá-las para nossos clientes. Além do moletom, também temos tecidos planos com a mesma composição.